por Carlos Renato Belo Azevedo
Imagine um mundo totalmente conectado, em que as últimas barreiras da comunicação, leia-se línguas, não são mais impedimentos para a troca ininterrupta de conhecimento entre todas as vertentes e nichos sociais. Essa representaria sem dúvidas uma revolução sem precedentes das relações sociais entre os povos e culturas. Uma verdadeira e legítima sociedade global.
Esse é o potencial futuro aguardado ansiosamente por todos nós. Diversos agentes sociais têm dado largos passos em direção a esse brilhante cenário. Não apenas gigantes da tecnologia como o Google buscam construir ferramentas de tradução em tempo real as quais serão fundamentais nesse processo, mas também futuros gigantes como o dotSUB.com procuram dar os primeiros passos em direção a ferramentas de tradução colaborativa.
Hoje, David Orban (http://en.wikipedia.org/wiki/David_Orban) foi apontado como novo CEO da dotSUB. Palestrante da Singularity University (http://singularityu.org/) e especialista na “Internet of Things” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Internet_das_Coisas), David certamente não medirá esforços para espalhar a revolução do conhecimento livre, de forma exponencial , no mundo em que vivemos.
O apelo de ter a sua ideia revolucionária lançada no mar dos vídeos potencialmente virais espalhados em diferentes sabores, isto é, idiomas, é sensacional. Imagine discursar sobre o futuro e o papel das sociedades democráticas — em português — e ser entendido pelos nossos irmãos Egípcios, que submeterão novas respostas em vídeo traduzidas para o português, quer por falantes do nosso idioma ou por tradução indireta, primeiro para línguas como francês ou espanhol? É o fim do monopólio anglo-saxão na arte de influenciar povos e nações por meio do verbo. E marca o início de uma nova era em que as vozes competirão em pé de igualdade por influência.
Não bastasse o aumento exponencial das taxas de fluxos de informações entre redes sociais geograficamente esparsas — mas não mais isoladas e contando com interfaces de comunicação apropriadas –, a evolução das relações humanas, pautada em valores como respeito, equidade e cumplicidade, culminaria finalmente na nossa libertação enquanto seres sociais, não mais dependendo da intervenção de estados e federações para interagirmos com o mundo latente, repleto de novas possibilidades, emergido da escuridão da censura e dos embargos culturais que nos foram impostos por minorias dominantes, a antítese do iluminismo e do espírito altivo de solidariedade inerentemente humano.
Talvez seja esse o auge da pressão seletiva memética, o caldo primordial de ideias que irão mudar profundamente a forma de nos relacionarmos com o mundo em nossa volta.
Veja as primeiras declarações de David Orban (já devidamente traduzidas para Português):